sexta-feira, 29 de maio de 2015

Jenipapo

Nome científico: Genipa americana L.

Jenipapo é o fruto do jenipapeiro (Genipa americana), uma árvore que chega a vinte metros de altura e é da família Rubiaceae, a mesma do café. É encontrada em toda a América tropical. No Brasil, encontramos pés de jenipapo nativos na Amazônia e na mata atlântica, principalmente em matas mais úmidas, ou próximo a rios a planta inclusive aguenta encharcamento. Em guarani, jenipapo significa "fruta que serve para pintar". Isso porque, do sumo do fruto verde, se extrai uma tinta com a qual se pode pintar a pele, paredes, cerâmica etc. O jenipapo é usado por muitas etnias da América do Sul como pintura corporal e some depois de aproximadamente duas semanas. A bela coloração azul-escura formada deve-se ao contacto da genipina contida nos frutos verdes com as proteínas da pele, sob ação do oxigênio atmosférico.

Etimologia:

O termo "Jenipapo" origina-se do termo tupi yandï'pawa

Descrição:

O fruto é uma baga subglobosa geralmente de cor amarelo-pardacenta. Sua polpa tem cheiro forte e é comestível, mas é mais apreciada na forma de compotas, doces, xaropes, bebida refrigerante, bebida vinosa e licor.
O licor de jenipapo é uma bebida apreciada na Bahia, em Pernambuco e em cidades de Goiás, inclusive muito vendida em comércios de cidades turísticas como Caldas Novas e Jataí. Nas festas juninas da Bahia, o licor de jenipapo é o mais apreciado e os mais famosos são produzidos no Recôncavo baiano, de forma artesanal, em toneis que ficam em infusão por um ano até serem envasados e consumidas no São João. As cidades com maior tradição na fabricação deste tipo de bebida são Maragojipe, Cachoeira, Cruz das Almas e Santo Amaro.
Algumas partes do jenipapeiro (como a raiz, as folhas e o fruto) têm diferentes propriedades medicinais. As cascas do caule e as cascas do fruto verde são usadas também para curtir couro, por serem ricas em tanino. O jenipapo usado em forma de garrafada serve para emagrecimento e junção em dietas para redução de colesterol ruim.

Referências: Rizzini, C.T., Mors, W.B. Botânica Econômica Brasileira. São Paulo: Edusp, 1976. p.155
Djerassi C., Gray J.D., Kincl F.A. Naturally Occurring Oxygen Heterocyclics. IX. Isolation and Characterization of Genipin. J. Org. Chem. 1960, 25, 2174-2177.

Suco de Jenipapo

Ingredientes:

5 jenipapos maduros
1 litro de água
1 limão (suco)
Mel ou açúcar

Modo de preparo:

Lave e separe a polpa sem sementes e coloque no liquidificador com um pouco de água e bata.
Peneire e bata novamente com o restante da água.
Acrescente o suco de limão, adoce com mel ou açúcar.

Atenção: Pode substituir o suco de limão por suco de abacaxi.
Sirva bem gelado.

Informações sobre o tempo da receita:

Preparo: 10 minutos


Pronto em 10 minutos.



Café

A lenda do café

Não há evidência real sobre a descoberta do café, mas há muitas lendas que relatam sua possível origem.
Uma das mais aceitas e divulgadas é a do pastor Kaldi, que viveu na Absínia, hoje Etiópia, há cerca de mil anos. Ela conta que Kaldi, observando suas cabras, notou que elas ficavam alegres e saltitantes e que esta energia extra se evidenciava sempre que mastigavam os frutos de coloração amarelo-avermelhada dos arbustos existentes em alguns campos de pastoreio.
O pastor notou que as frutas eram fonte de alegria e motivação, e somente com a ajuda delas o rebanho conseguia caminhar por vários quilômetros por subidas infindáveis.
Kaldi comentou sobre o comportamento dos animais a um monge da região, que decidiu experimentar o poder dos frutos. O monge apanhou um pouco das frutas e levou consigo até o monastério. Ele começou a utilizar os frutos na forma de infusão, percebendo que a bebida o ajudava a resistir ao sono enquanto orava ou em suas longas horas de leitura do breviário. Esta descoberta se espalhou rapidamente entre os monastérios, criando uma demanda pela bebida. As evidências mostram que o café foi cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos no Yemen.

Os primeiros cultivos de café

A planta de café é originária da Etiópia, centro da África, onde ainda hoje faz parte da vegetação natural. Foi a Arábia a responsável pela propagação da cultura do café. O nome café não é originário da Kaffa, local de origem da planta, e sim da palavra árabe qahwa, que significa vinho. Por esse motivo, o café era conhecido como "vinho da Arábia" quando chegou à Europa no século XIV.   Os manuscritos mais antigos mencionando a cultura do café datam de 575 no Yêmen, onde, consumido como fruto in natura, passa a ser cultivado. Somente no século XVI, na Pérsia, os primeiros grãos de café foram torrados para se transformar na bebida que hoje conhecemos.         
O café tornou-se de grande importância para os Árabes, que tinham completo controle sobre o cultivo e preparação da bebida. Na época, o café era um produto guardado a sete chaves pelos árabes. Era proibido que estrangeiros se aproximassem das plantações, e os árabes protegiam as mudas com a própria vida. A semente de café fora do pergaminho não brota, portanto, somente nessas condições as sementes podiam deixar o país.
A partir de 1615 o café começou a ser saboreado no Continente Europeu, trazido por viajantes em suas frequentes viagens ao oriente. Até o século XVII, somente os árabes produziam café. Alemães, franceses e italianos procuravam desesperadamente uma maneira de desenvolver o plantio em suas colônias.
Mas foram os holandeses que conseguiram as primeiras mudas e as cultivaram nas estufas do jardim botânico de Amsterdã, fato que tornou a bebida uma das mais consumidas no velho continente, passando a fazer parte definitiva dos hábitos dos europeus.        
A partir destas plantas, os holandeses iniciaram em 1699, plantios experimentais em Java. Essa experiência de sucesso trouxe lucro, encorajando outros países a tentar o mesmo. A Europa maravilhava-se com o cafeeiro como planta decorativa, enquanto os holandeses ampliavam o cultivo para Sumatra, e os franceses, presenteados com um pé de café pelo burgomestre de Amsterdã, iniciavam testes nas ilhas de Sandwich e Bourbon.        
Com as experiências holandesa e francesa, o cultivo de café foi levado para outras colônias européias. O crescente mercado consumidor europeu propiciou a expansão do plantio de café em países africanos e a sua chegada ao Novo Mundo. Pelas mãos dos colonizadores europeus, o café chegou ao Suriname, São Domingos, Cuba, Porto Rico e Guianas. Foi por meio das Guianas que chegou ao norte do Brasil. Desta maneira, o segredo dos árabes se espalhou por todos os cantos do mundo.

A cultura da bebida café

Segure uma xícara exalando o aroma de um bom café e você estará com a história em suas mãos.
Apenas um pequeno gole dessa saborosa bebida fará com que você possa fazer parte de uma enorme cadeia de produção, romantismo e lances de muito arrojo, iniciada há mais de mil anos na Etiópia.
O hábito de tomar café foi desenvolvido na cultura árabe. No início, o café era conhecido apenas por suas propriedades estimulantes e a fruta era consumida fresca, sendo utilizada para alimentar e estimular os rebanhos durante viagens. Com o tempo, o café começou a ser macerado e misturado com gordura animal para facilitar seu consumo durante as viagens.
Em 1000 d.C., os árabes começaram a preparar uma infusão com as cerejas, fervendo-as em água. Somente no século XIV, o processo de torrefação foi desenvolvido, e finalmente a bebida adquiriu um aspecto mais parecido com o dos dias de hoje. A difusão da bebida no mundo árabe foi bastante rápida. O café passou a fazer parte do dia-a-dia dos árabes sendo que, em 1475, até foi promulgada uma lei permitindo à mulher pedir o divórcio, se o marido fosse incapaz de lhe prover uma quantidade diária da bebida. A admiração pelo café chegou mais tarde à Europa durante a expansão do Império Otomano.

O café no Brasil

O café chegou ao norte do Brasil, mais precisamente em Belém, em 1727, trazido da Guiana Francesa para o Brasil pelo Sargento-Mor Francisco de Mello Palheta a pedido do governador do Maranhão e Grão Pará, que o enviara às Guianas com essa missão. Já naquela época o café possuía grande valor comercial.
Palheta aproximou-se da esposa do governador de Caiena, capital da Guiana Francesa, conseguindo conquistar sua confiança. Assim, uma pequena muda de café Arábica foi oferecida clandestinamente e trazida escondida na bagagem desse brasileiro.  
Devido às nossas condições climáticas, o cultivo de café se espalhou rapidamente, com produção voltada para o mercado doméstico. Em sua trajetória pelo Brasil o café passou pelo Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Num espaço de tempo relativamente curto, o café passou de uma posição relativamente secundária para a de produto-base da economia brasileira. Desenvolveu-se com total independência, ou seja, apenas com recursos nacionais, sendo, afinal, a primeira realização exclusivamente brasileira que visou a produção de riquezas.
Em condições favoráveis a cultura se estabeleceu inicialmente no Vale do Rio Paraíba, iniciando em 1825 um novo ciclo econômico no país. No final do século XVIII, a produção cafeeira do Haiti até então o principal exportador mundial do produto entrou em crise devido à longa guerra de independência que o país manteve contra a França. Aproveitando-se desse quadro, o Brasil aumentou significativamente a sua produção e, embora ainda em pequena escala, passou a exportar o produto com maior regularidade. Os embarques foram realizados pela primeira vez em1779, com a insignificante quantia de 79 arrobas. Somente em 1806 as exportações atingiram um volume mais significativo, de 80 mil arrobas.
Por quase um século, o café foi a grande riqueza brasileira, e as divisas geradas pela economia cafeeira aceleraram o desenvolvimento do Brasil e o inseriram nas relações internacionais de comércio. A cultura do café ocupou vales e montanhas, possibilitando o surgimento de cidades e dinamização de importantes centros urbanos por todo o interior do Estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e norte do Paraná. Ferrovias foram construídas para permitir o escoamento da produção, substituindo o transporte animal e impulsionando o comércio inter-regional de outras importantes mercadorias. O café trouxe grandes contingentes de imigrantes, consolidou a expansão da classe média, a diversificação de investimentos e até mesmo intensificou movimentos culturais. A partir de então o café e o povo brasileiro passam a ser indissociáveis.
A riqueza fluía pelos cafezais, evidenciada nas elegantes mansões dos fazendeiros, que traziam a cultura européia aos teatros erguidos nas novas cidades do interior paulista. Durante dez décadas o Brasil cresceu, movido pelo hábito do cafezinho, servido nas refeições de meio mundo, interiorizando nossa cultura, construindo fábricas, promovendo a miscigenação racial, dominando partidos políticos, derrubando a monarquia e abolindo a escravidão.
Além de ter sido fonte de muitas das nossas riquezas, o café permitiu alguns feitos extraordinários. Durante muito tempo, o café brasileiro mais conhecido em todo o mundo era o tipo Santos. A qualidade do café santista e o fato de ser um dos principais portos exportadores do produto, determinou a criação do Café Tipo Santos.
Implantado com o mínimo de conhecimento da cultura, em regiões que mais tarde se tornaram inadequadas para seu cultivo, a cafeicultura no centro-sul do Brasil começou a ter problemas em 1870, quando uma grande geada atingiu as plantações do oeste paulista provocando prejuízos incalculáveis.
Depois de uma longa crise, a cafeicultura nacional se reorganizou e os produtores, industriais e exportadores voltaram a alimentar esperanças de um futuro melhor. A busca pela região ideal para a cultura do café se estendeu por todo o país, se firmando hoje em regiões do Estado de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, Bahia e Rondônia. O café continua hoje, a ser um dos produtos mais importantes para o Brasil e é, sem dúvida, o mais brasileiro de todos. Hoje o país é o primeiro produtor e o segundo consumidor mundial do produto.

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Tereré

A origem do tereré é anterior à invasão europeia promovida por espanhóis e portugueses no território que hoje compreende Mato Grosso do Sul, Paraguai e Argentina, tendo sido inventado e utilizado pelo povo guarani (tanto guaraní-nhandeva, como guaraní-kaiowá e outras etnias chaquenhas) muito antes da Guerra do Paraguai e da Guerra do Chaco (entre Paraguai e Bolívia, 1932-1935), quando as tropas começaram a beber mate frio para não acender fogos que denunciariam sua posição, isso possivelmente na região de Ponta Porã( Mato Grosso do Sul ), que na época pertencia ao Paraguai.
Outra versão paraguaia da origem do tereré diz respeito a mensú (escravos ervateiros do nordeste do Paraguai e da Argentina, até meados do século XX). Eles foram surpreendidos pela capangas fazendo fogo para tomar mate e seriam brutalmente torturados, por isso escolheram se alistar em fileiras do exército paraguaio, introduzindo este costume.
Outra versão da origem é que os indígenas ao levarem o gado de um lugar para outro em comitivas, usavam a erva para coar a água dos rios, evitando, assim a doença barriga d'água.
No entanto, faz-se mais provável que o tereré venha sendo consumido desde tempos anteriores à invasão da América pelos índios Guarani, e que por volta do século XVII os jesuítas aprenderam com eles as virtudes do mate (ka'a em guarani). Os mesmos jesuítas elogiavam os efeitos da erva, que dava força e vigor e matava a sede mais do que a água pura. A infusão é riquíssima em cafeína, daí o poder revigorante. Segundo alguns, os índios Guarani, além de tomar mate (ou tereré) usando como bombilho (canudo para chupar a infusão) ossos de pássaros e finas taquaras (pois ainda não existiam as bombas de metal), também fumavam a folha bruta da erva-mate e usavam-na como rapé.

Características (chimarrão x tereré):

Diferentemente do chimarrão, que é feito com água quente, o tereré é consumido com água fria, resultando em uma bebida agradável e refrescante. Em sua produção, a erva mate utilizada no preparo do tereré difere do chimarrão por ter de ficar em repouso por volta de oito meses, em local seco, e de ser triturada grossa depois disso. Devido ao fato das folhas serem cortadas grossas, ao contrário do chimarrão, o tereré não tem tantos problemas com o entupimento. Quando isso ocorre, geralmente é devido a uma grande quantidade de mate em pó, indicando má-qualidade da erva usada.

Guampa e bomba:

Tradicionalmente, o recipiente usado para servir o tereré é a guampa, fabricado com parte de um chifre de bovino, com uma das extremidades lacrada com madeira ou couro de boi, e todo o seu exterior revestido por verniz. Usa-se também um copo de alumínio ou vidro, ou canecas de louça.
A bomba é utilizada para filtrar a infusão do tereré, para que não se absorva o pó da erva triturada. Estas são feitas normalmente de alumínio, e nunca devem ser feitas de ferro por causa da oxidação, que altera o sabor da infusão. Também é possível encontrar feitas de ouro, prata, alpaca e aço inox.
Tanto a bomba quanto a guampa podem ter adereços com figuras dos símbolos da família, iniciais de nome ou pedras preciosas.

A erva:

Diferentemente do mate quente (onde leva-se o porongo), no tereré a erva pode ser colocado em um vidro (quem tem mais capacidade do que um recipiente para mate). No Paraguai chamá-se guampa e o vidro é colocado em que o mate, geralmente feito de chifre de boi e por vezes adornadas com prata ou de outro metal. Faz também "mates" (recipientes para tomar mate) palosanto (Bulnesia sarmientoii). No Paraguai são fabricadas guampas inteiramente feito de prata, ouro com alguns embutidos artesanais, mas agora muitas pessoas optam por comprar guampas madeira totalmente revestidas de alumínio, ou no couro ou simile de estilos modernos e cores personalizadas com Logos, imagens e textos. Há também guampas plástico.
A palavra guampa, apesar de terem sido utilizados em grafia hispanica, uma área em que a influência predominante avañe'emé (em Guarani), é de origem Quechua e significa precisamente "chifre". O chifre bovino é frequentemente utilizado como recipiente em todo o Cone Sul. Por exemplo chifle (uma espécie de cantina ou caramañola) é feita de guampa de boi. Para o slurp tereré usando um metal bulbo, por vezes de prata, que é inserido dentro do recipiente cheio de erva. Na Argentina bebe-se o "mate", que consiste na tradicional mate com água quente, e em algumas regiões após cada cevada é frequentemente mate para adicionar uma colher de açúcar, embora este último é considerado sacrilégio por alguns puristas.
Também em certas regiões da Argentina (principalmente Nordeste) está embriagado "Mate leite", que é engorda com leite quente, em vez de água, este último como uma alternativa para as crianças. No Uruguai, apenas água quente, livre de açúcar. No Paraguai, mate é feito principalmente com yuyos, é amargo e doce, e também bebe-se mate com leite e coco, como um complemento da erva. Existe também um outro tipo de mate, com mate quente e doce. Na Bolívia é consumido na região do Chaco. "Os 46% está na Argentina, 34% no Paraguai e os restantes 20% na Bolívia.

Cultura e costumes:

A bebida tereré, assim como todos os aspectos a ela relacionados, é uma tradição praticamente inerente ao Paraguai, mas há variações regionais sobre a sua preparação e formas de consumo. Normalmente é consumida em rodas de amigos ao final da tarde e todos compartilham da mesma guampa. Utiliza-se, muito frequentemente, a expressão "téres","téras" ou "téra","Téro" no lugar de tereré, um processo natural de apócope por que passam algumas palavras.
Em todo o Cone Sul o tereré foi reconhecido como sendo bebida do Paraguai.

Consumo:

A palavra é onomatopéica tereré refere-se ao som emitido a partir da última tragada do bulbo. Este som é implicitamente exigido na cerimônia de tereré avisando que foi totalmente consumido o que foi preparado, deixando o recipiente pronto para a próxima pessoa servir. Tal como acontece com o mate (quente), não se consome o tereré até finalizar a sua vez. A palavra "obrigado" define que a guampa seja passada por quem não quiser mais beber.

No Paraguai:

A bebida tereré como em todos os seus aspectos é uma tradição praticamente inerente ao Paraguai, mas há variações regionais sobre a sua preparação e formas de consumo.
Por exemplo, o "Tereré russo", que é popular na parte sul do Paraguai, especialmente no departamento de Itapua, quando os brancos russos chegaram (como o Capitão Blinoff por exemplo), que foram expulsos da sua pátria e hospedados no Paraguai e ajudou o Paraguai na Guerra do Chaco. Em vez de água utilizada de suco de laranja e adicionar alguns aditivos para a mesma erva da guampa. O tereré é ideal em tempos de calor, substituindo mate. É muito bom para se manter hidratado e para compartilhar com roda de amigos (um grupo inteiro divide uma única guampa).
Em guarani, os paraguaios chamam de tereré rupá (literalmente 'cama ou ninho de mate frio "), para uma espécie de aperitivo antes manhã tereré, que tradicionalmente é feito habitualmente em meados da década de manhã (em cerca de dez): Tráfico de alguns snack A água fria não "bater" o estômago.
No Paraguai o tereré tem um sentido tradicional, medicamentos e até mesmo cerimonial. É um símbolo de amizade. O tereré remédio refrescante é ingerida pela manhã, em vez de à tarde, enquanto já engolido sem qualquer adição.

Na Argentina e Uruguai:

No Norte-Leste Províncias Argentino (pelo ceracanía com o Paraguai), é muito comum ver pessoas bebendo Tereré. Isto pode ser visto especialmente em Formosa, Chaco, Corrientes, Misiones e, em menor grau no norte da província de Santa Fe. Você também pode ver que ele preparou com gás e uma variedade de sucos (principalmente suco em pó), que é o preferido sabor de limão, tangerina, laranja, grapefruit, e assim por diante. No Uruguai o tereré é mais consumido no leste do país.

No Brasil:

No Brasil, o tereré foi trazido pelos paraguaios, que entraram pelo país através do estado do Mato Grosso do Sul e depois se espalhou para outras partes do mesmo. Por sua proximidade com o Paraguai, os estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul são os maiores apreciadores do mate gelado.
Por conta da migração inter-regional, pode-se observar o hábito em alguns outros estados, notadamente em Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo (oeste do estado), Rondônia e também no Acre. E tem um consumo tão antigo, quanto no país de origem, sendo a bebida consumida principalmente nos seguintes estados (os principais são estados fronteiriços):

Mato Grosso do Sul:

O Mato Grosso do Sul foi o primeiro estado do Brasil a conhecer a bebida, sendo levado pelos paraguaios e índios guarani e kaiowá, que passaram a pertencer ao país quando da nova definição da fronteira entre Brasil e Paraguai, anexando imensos ervais nativos. E também todo ciclo brasileiro da erva-mate do tereré teve início na cidade de Ponta Porã, que faz fronteira com Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia, depois expandiu-se para outras cidades e estados. E também há o fato de que Ponta Porã quando descobriu o tereré era ainda território paraguaio.
Em Mato Grosso do Sul é consumido a todo momento, é uma bebida apreciada por todos, desde crianças até os mais velhos e sempre o mais novo serve o mais velho, só pode parar se agradecer e todos da roda de tereré ouvirem. O estado é até hoje o maior produtor de erva-mate fora da Região Sul.
Uma erva muito conhecida é a erva Kurupi de origem paraguaia, que tem uma fábrica em Dourados, no sul do estado.
A bebida aproxima muito os jovens, pois é muito comum ver pelas cidades do estado, em tardes de sábados e domingos, rodas de jovens consumindo o tereré, onde se falam diversos assuntos: esporte, politica, televisão, entre outros.

Paraná:

O Paraná é o maior produtor de Erva-Mate do Brasil, visto que a região oeste do estado teve, durante as colonizações espanhóis e portuguesas, fronteiras indefinidas, nessa região tem-se como exemplo a cidade de Foz do Iguaçu, que teve suas cataratas descobertas por um explorador espanhol.

Mato Grosso:

O Mato Grosso conheceu a bebida principalmente por que detinha o território do atual Mato Grosso do Sul, consumida em todo o território do estado do mato grosso, grande produtor de erva-mate e também por ter sido povoado pelas tribos Guaranis, esse habito é possível se observar em Pontes e Lacerda, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste, Sorriso...

Distrito Federal:

Consumido também no Planalto Central , tida como bebido típica do Centro-Oeste.

Rio Grande do Sul:

O tereré no Rio Grande do Sul é muito consumido no norte e noroeste do estado (mais próximo do Paraguai), em Porto Alegre e litoral (mais no Verão em função do calor). O gaúcho típico, porém, não se curva ao mate gelado. “O chimarrão só é bom - diz o típico gaúcho - quando traz quentura ao coração da gente”. E completa: “Tereré não resolve...” Hoje, este dito abandonou sua zona de origem - a fronteira do Alto Uruguai - e invadiu todo o Rio Grande do Sul, desde campos até o meio das grandes cidades. "“Tereré não resolve”" (que significa "“isto não adianta”" ou "“Isto é conversa à-toa”").
Um adendo: na revolução de 1930, um popular do Rio de Janeiro ouviu esse dito da boca de gaudérios acampados no Obelisco (na Capital Federal) e passou adiante, chegando aos ouvidos de um compositor local, e dessa forma fez sucesso, no Carnaval Carioca de 1931, a marchinha “Tereré não resolve”.

Santa Catarina:

É consumido em todo o estado, especialmente na região oeste (por ficar próximo ao Paraguai).

Outros estados:

São Paulo:

Mais consumido no interior, principalmente próximo à divisa com Mato Grosso do Sul, nas regiões de Presidente Prudente e Araçatuba, sendo que a partir desta cidade, em direção à capital, o consumo vai diminuindo. A cidade de Andradina é conhecida como "capital paulista do tereré".

Goiás:

Muito consumido no sudoeste do estado.

 Rondônia:

O então Território Federal de Rondônia foi desmembrado de Mato Grosso, a qual recebeu muita influência cultural, e uma delas foi justamente o tereré.

 Acre:

Não se sabe ao certo como a cultura do tereré chegou a esse estado. Talvez foi trazido pelos nativos de Rondônia ou Mato Grosso.

Bahia:

Muito consumida na região oeste do estado. Por conta da grande migração de sulistas nos anos 90, tal cultura foi amplamente difundida pela região.

 Ceará:

Advindo de cearenses que visitaram o Mato Grosso, mais precisamente a região Cariri do Estado, abrangendo cidades como Juazeiro do Norte e Aurora, a cultura do Tereré conta com uma ampla população consuminte.

Pernambuco:

Na região do Araripe, Sertão pernambucano (abrange as cidades de Exu, Granito, Moreilândia, Bodocó, Trindade, Ouricuri, Ipubi e Araripina), o consumo do tereré tem sido bastante difundido entre a população.Sobretudo devido ao grande fluxo de caminhoneiros que entrecruzam a região.O Clima seco e árido contribui bastante para a difusão de consumo dessa bebida, sendo o seu consumo uma forma de aliviar o calor.

Site: www.agron.com.br

Pudim de Jenipapo

Ingredientes:

1 xícara (chá) de açúcar
1 lata de leite condensado
1 vez a mesma medida de polpa de jenipapo
3 ovos

Modo de preparo:

Caramelize uma forma para pudim com o açúcar e reserve.
Coloque no liquidificador o leite condensado, a polpa de jenipapo, uma vez a medida de água, os ovos e bata bem.
Despeje na forma caramelizada e asse em banho-maria, em forno médio, por 1 hora e 30 minutos.
Deixe esfriar e leve à geladeira.
Desenforme depois de gelado.

Informações sobre o tempo da receita:

Preparo: 20 minutos
Cozimento: 1 hora e 30 minutos

Pronto em 1 hora e 50 minutos.



Mojica de Pintado

De origem indígena, a palavra “mojica” significa “o que vem do rio com mandioca”. O termo dá nome a um dos pratos mais característicos da culinária de Cuiabá (MT), a Mojica de Pintado.
Além é claro do filé de pintado, temperado e cortado em cubos, e da mandioca, picada da mesma forma, o prato típico do Mato Grosso leva em sua receita tomate, cebola, alho, gordura de peixe ou óleo de soja, cheiro verde, pimenta de cheiro e sal.

Pintado

Nomes populares

O peixe de água doce chamado Pintado é conhecido popularmente como Surubim-Caparari, Brutelo, Caparari e Moleque.

Nome científico

Pseudoplatystoma corruscans.

Distribuição geográfica

Sua espécie é distribuída em várias Bacias brasileiras, com maior importância no Pantanal e na Bacia do Rio São Francisco (Estados de Pernambuco, Bahia, Alagoas, Sergipe, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul).


Características     

O Pintado é um peixe de couro, com coloração acinzentada e diversas pintas pretas cilíndricas pelo corpo. Já seu ventre tem uma coloração esbranquiçada. Seu corpo é alongado e roliço. Sua cabeça é grande e achatada, com dimensão entre 1/4 a 1/3 do tamanho do corpo. Apresenta longos barbilhões. Possui ferrões junto às nadadeiras laterais e dorsal. É apreciado por sua carne muito saborosa. Pode alcançar pesos próximos a 80 kg e quase 2 m de comprimento.

Sites: www.cpt.com.br
www.brasilimperdivel.tur.br/mojica-pintado-cuiaba/

Biscoito Francisquito

A denominação biscoito surgiu na França para descrever o pão amassado que era novamente cozido, transformando-se em uma pasta dura. Este processo elaborava os biscoitos adocicados (com o mel, o açúcar não era conhecido) e era objeto de gentileza para com os amigos ou nobres, presentes.
Na época um especialista de fabricar biscoitos podia ser comprado, alugado por dia, tomado a força, era um objeto, um escravo de luxo que passava por gerações de uma mesma família.
O francisquito é um biscoito típico de Cuiabá.

Sites: www.saboresdematogrosso.com.br
www.correiobraziliense.com.br

Referência: Livro Diversidade da Gastronomia de Mato Grosso
da chef Edna Lara